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Junto tem avanço de 56% no lucro em 2025 com maior demanda por seguro garantia

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  • 7 de abr.
  • 2 min de leitura

Companhia, que é voltada principalmente a esse tipo de cobertura, encerrou dezembro com lucro líquido de R$ 168,4 milhões ante R$ 108 milhões em 2024


Por Rita Azevedo, Valor — São Paulo

07/04/2026 10h46 Atualizado há 23 horas


Roque de Holanda Melo, presidente da Junto Seguros — Foto: Divulgação


O grupo segurador Junto registrou aumento de 56% no lucro em 2025 diante da maior demanda por seguro garantia no país. A companhia, que é voltada principalmente a esse tipo de cobertura, encerrou dezembro com lucro líquido de R$ 168,4 milhões ante R$ 108 milhões em 2024.


A emissão de seguros cresceu quase 26%, para R$ 1,03 bilhão. Só com seguro garantia, o aumento foi de 25%, para R$ 1 bilhão.

 

Para 2026, as expectativas são positivas, segundo Roque de Holanda Melo, presidente da Junto Seguros. Com a proximidade das eleições presidenciais, o executivo acredita que haverá uma concentração nas emissões relacionadas às obras públicas no primeiro semestre.


Ele também espera um maior destaque neste ano para seguros com cláusula de retomada — que trazem a possibilidade de uma seguradora assumir a obra caso ela seja paralisada. Essa alternativa foi trazida pela lei de licitações de 2021 para mitigar o risco de obras paradas.


Desde o fim de 2023, quando o prazo para adaptação à Nova Lei de Licitações foi encerrado, ficou estabelecido que os contratos de seguro garantia, comuns em grandes obras, teriam essa cláusula no caso de projetos acima de R$ 200 milhões.


A apólice é equivalente a até 30% do valor total da obra. Se houver inadimplência por parte da construtora, a empresa de seguros vai decidir entre duas alternativas: concluir a obra, sendo responsável por encontrar outra construtora para seguir com os trabalhos, ou pagar o valor total da apólice.


“Vemos a cláusula de retomada como uma das grandes tendências no nosso mercado, considerando que, no final das contas, o que os governos querem é que as obras sejam concluídas”, disse Melo ao Valor.


Segundo o executivo, o interesse dos estados pela inclusão desse tipo de seguro nas licitações tem aumentado, sendo que, em alguns deles, o valor mínimo das obras foi reduzido de cerca de R$ 200 milhões para R$ 50 milhões.


Outro caminho de crescimento dos resultados da Junto é com o seguro garantia judicial. “A demanda tende a ser expressiva em 2026, mesmo com a redução do ‘backlog’ (estoque de processos) anunciada pelo Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais), para cerca de R$ 800 milhões”, afirmou o presidente da seguradora.


Em fiança locatícia, mercado que passou a ser explorado pela Junto mais recentemente, o esperado é que a demanda venha principalmente do segmento logístico, com a expansão de galpões e centros de distribuição, diz Melo. Em 2025, os prêmios nessa linha cresceram 51%, para R$ 28 milhões.


Segundo as projeções da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), o seguro garantia deve crescer cerca de 12% em 2026. Em 2025, foi registrado avanço de quase 24%.


 

 
 
 

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