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Fiança locatícia cresce e muda mercado imobiliário

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  • há 2 dias
  • 3 min de leitura

Crescimento exponencial da modalidade reflete mudança estrutural no comportamento de inquilinos e proprietários

Por Revista Apólice 29 de abril de 2026 Última atualização 29 de abril

Jorge Câmara, Head de Fiança Locatícia da Junto Seguros
Jorge Câmara, Head de Fiança Locatícia da Junto Seguros

O Brasil passou a última década construindo uma nova cultura de moradia. Entre 2000 e 2022, o percentual de domicílios alugados no país saltou de 12,3% para 20,9%, segundo o Censo 2022 do IBGE, quase dobrando o contingente de famílias que vivem de aluguel. Com a Selic chegando a quase 15% ao ano encarecendo o financiamento imobiliário e os aluguéis acumulando alta de 9,44% em 2025 conforme o FipeZap, o mercado de locação se expandiu de forma estrutural e, com ele, a demanda por garantias mais ágeis, seguras e compatíveis com a nova dinâmica de consumo.


Nesse contexto, a fiança locatícia deixou de ser apenas uma alternativa entre as garantias tradicionais e passou a ocupar posição central nos contratos de locação, tanto no segmento residencial quanto no corporativo. Esse movimento é refletido diretamente no desempenho do mercado segurador: segundo dados da Superintendência de Seguros Privados (SUSEP), o Seguro Fiança Locatícia acumulou cerca de R$ 1,9 bilhão em prêmios emitidos nos 12 meses encerrados em 2025, com crescimento consistente ao longo do período. Apenas entre janeiro e maio de 2025, o volume somou R$ 795,5 milhões, avanço de aproximadamente 14% em relação ao mesmo intervalo de 2024. Desde 2020, o Seguro Fiança Locatícia acumula crescimento próximo de 195%, conforme dados consolidados também da SUSEP e análises setoriais da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), evidenciando uma trajetória de expansão estrutural e a consolidação da modalidade como principal garantia nos contratos de locação no país.


Essa modalidade oferece benefícios para todos os envolvidos: o locatário elimina a necessidade de fiador e evita a imobilização de recursos em caução; o locador conta com ampla cobertura, que inclui inadimplência de aluguéis e encargos, além de eventuais danos ao imóvel, como pintura interna e externa, entre outras proteções. O resultado é um processo mais ágil, seguro e previsível, totalmente alinhado às operações digitais do mercado imobiliário atual.


O movimento é especialmente intenso no segmento corporativo. O mercado de galpões logísticos, impulsionado pelo e-commerce, que já responde por 38% da ocupação nacional opera com vacância historicamente baixa, em torno de 7%, e absorção líquida superior a 1 milhão de m² em 2025, segundo a Cushman & Wakefield. Em contratos de longo prazo e grandes ativos, a fiança locatícia tornou-se padrão de governança, substituindo modelos informais em operações de fundos imobiliários e investidores institucionais. Estruturas como Built to Suit (BTS) e Sale and Leaseback (SLB) consolidaram o produto como instrumento essencial na infraestrutura corporativa.


A Junto Seguros acompanha esse movimento com foco em especialização, digitalização e ampliação do acesso. Em 2025, a companhia registrou crescimento de 51% em prêmios, totalizando R$ 28 milhões, e eliminou o faturamento mínimo para contratação, ampliando o acesso para pequenas e médias empresas. Com análise digital e emissão automatizada via CNPJ, a plataforma reduz significativamente o tempo entre demanda e cobertura.


Para Jorge Câmara, Head de Fiança Locatícia da Junto Seguros, a mudança vai além dos números. “Criamos um ambiente de negócios mais acessível e adaptado à realidade do empreendedor brasileiro. É um movimento que reposiciona a fiança locatícia como solução de gestão patrimonial e contratual, e não apenas como uma exigência de garantia”, afirma. Câmara destaca ainda a velocidade como diferencial competitivo: “essa agilidade tem sido essencial para atender operações com alta exigência de velocidade, como locações em shopping centers e galpões logísticos. O corretor ganha tempo, o cliente tem uma resposta rápida e, nos contratos mais relevantes, o locador conta com uma avaliação criteriosa conduzida por uma equipe especializada da Junto.”


A expansão concentra-se em estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Minas Gerais, mas avança também para novos polos, como Recife e Salvador. Setores como varejo farmacêutico, educação, construção civil e pet shops figuram entre os que mais adotam a fiança em contratos BTS. “Estamos preparados para crescer com governança, tecnologia e proximidade, sendo parceiros de longo prazo de corretores e empreendedores do mercado imobiliário”, conclui Câmara.





 
 
 

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